Eu sentia profunda falta de alguma coisa que não sabia o que era. Sabia só que doía, doía. Sem remédio. [...] "Existe sempre alguma coisa ausente que me atormenta"(Camilie Claudel a Rodín, 1886). [...] Do que não escrevi, mas vivi e vivo e viverei. [...] Para o seu próprio bem, guarde este recado: alguma coisa sempre falta. Guarde sem dor, embora doa, e em segredo (Caio Fernando Abreu. O Estado de S. Paulo, 3/4/1994).
Os anos de número par geralmente não são bons, foi o que eu expliquei para ele, dizendo o quanto esse ano poderia ser frustrante. E assim os dias passaram e o ano foi se tornando mais lento, e cansativo. Por que as coisas simplesmente não podiam se manter em "ordem"? E, de alguma forma que eu ainda não aprendi a explicar, nada mais parecia seguir aquela velha lógica; tudo parecia fora do lugar, e algo ainda faltava. Algo sempre falta. E, dia após dia, algumas coisas foram incomodando ainda mais.
Meu pai sempre diz que, quando você conhece o que há de melhor, não há mais motivos para querer algo menor do que isso. Nós sempre buscamos (ou ao menos deveríamos buscar) a EXCELÊNCIA.
Meu pai sempre diz que, quando você conhece o que há de melhor, não há mais motivos para querer algo menor do que isso. Nós sempre buscamos (ou ao menos deveríamos buscar) a EXCELÊNCIA.
Foi um ano de muitos planos e muitas mudanças. Talvez eu só estivesse procurando, de novo, um lugar pra me encaixar, já que eu sabia (ou achava que sabia) que, de alguma forma, meus antigos caminhos precisavam ser deixados para trás. Era hora de mudar.
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