Escrever é uma fuga... mas é
uma dessas em que você sai correndo sem pensar, não arruma as malas, e quando chega na rodoviária se lembra de ao menos deixar aquele clássico bilhete de despedida. Mas não tem papel ou caneta e então manda uma mensagem de texto, antes de excluir pra sempre aquele número do seu celular.
Escrever é uma daquelas fugas em que você apenas vai, mas deixa pelo caminho um punhado
de fotos, palavras e saudades bonitas. O bom é não pensar, e deixar as coisas simplesmente acontecerem conforme a vontade pedir. Porque se você parar e olhar pra trás, ou baixar a cabeça e olhar pro pedaço de papel rabiscado, verá que não tem motivo para ir, do mesmo jeito que geralmente não existe motivo para escrever. É só uma fuga.
Dos contos e poemas que
escrevo, acho que não tenho um preferido. Eu sempre tenho tanto a dizer – e ele
ri porque eu nunca consigo encará-lo em silêncio. E às vezes eu quero falar
tanto, que o único jeito é pegar o papel e a caneta e escrever. Por isso a maior
parte das histórias que escrevo acaba sendo verídica. Bom, mais ou menos... O
fato é que muitas dessas histórias aconteceram comigo, mas isso não quer dizer
que elas sejam mesmo reais.
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