Há um conflito interno, até cômico, e eu quase poderia diagnosticar um desejo existindo ali. Ao mesmo tempo em que há o impulso para ir, para ser e fazer... há sempre uma dúvida, uma aparente racionalidade segurando as cordas antes do salto. E sempre há pulsão, Desejo.... e há também Delírio, Sonho, Desespero... Há tanto de Perpétuo em cada um de nós. E o ego, ah! o ego... é sempre o mais prejudicado nessa relação maluca entre Id e Superego, e talvez nunca consiga estabelecer um princípio de realidade.
Mas pelo menos eu não direi que falta Ordem. Pelo contrário. Até o Caos parece estar organizado... se isso for, de fato, possível. É uma questão de princípios. Tudo segue um padrão, uma ordem, e, quando tudo se desorganiza, apenas muda de lugar mas mantém uma lógica quase ordenada. Isso faz algum sentido?
As vezes a mão que segura a caneta perde a força e depois adormece. Alguns segundos depois, começa a dor, mas eu ainda me obrigo a escrever. Gosto de eternizar pensamentos em palavras escritas.
E as vezes (quase sempre) eu só quero dormir, com essa mesma mão - que dói, escreve, arranha e sente - em baixo do travesseiro, segurando o celular e acariciando, sonolentamente, meu anel de pedra da estrela.
Eu sempre gostei de estrelas. E hoje o céu estrelado está especialmente bonito... Ele sempre está bonito quando eu me sinto triste, como se a tristeza em si, mesmo triste, já não fosse bonita.
Um céu bonito e uma madrugada triste... E voltamos àqueles paradoxos de que falei no começo desse texto confuso: o meu universo, criado por mim, e que, aparentemente, não faz nenhum sentido.
E eu aqui, pensando na vida, no universo, pensando nele, procurando estrelas num céu noturno e molhado. A chuva cai e distorce tudo. E eu torço para que esse texto, de alguma forma, faça algum sentido.
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