Uma pirâmide cinza numa espécie de fortaleza parece se erguer. Os olhos, bem delineados em preto, evidenciam a íris cor-de-mel. A pele clara, dentes brancos e os lábios levemente rosados escondem um sorriso sem graça... A lapiseira, roxa, dança sobre o papel escrevendo uma infinidade colorida de mundos e sonhos. Em horas como essa é uma pena não saber desenhar... Ao olhar para a imensidão azul escura do céu e contar os inúmeros pontos dourados de luz, volta-me o sorriso amarelo e a imagem daquela triste pirâmide cinza - uma espécie de fortaleza sem vida, erguida dentro de um vermelho e partido coração. E, perdida em pensamentos, ao tentar pintar toda uma vida, por fim percebo o quanto me distraí. Nunca soube desenhar, nem acho que eu saiba de fato escrever, mas o que sempre me frustra - seja colorindo gravuras ou rabiscando palavras, é que eu nunca soube qual a cor e a dimensão de uma lágrima.
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