O preço a se pagar por aprender

As unhas pareciam nunca mais crescer, e os olhos pareciam mais cansados - mesmo que, em alguns dias, isso fosse quase imperceptível. Será esse o preço a se pagar por aprender? Ela não chamava de envelhecimento - embora sempre dissesse, entre risos, que estava mesmo ficando velha. Para ela, era só uma viagem, e ela já havia feito outras viagens antes e sabia como tinha que ser. Agora se sentia na maior de todas elas: o mundo real.
O que lhe preocupava não era a vida, e muito menos a morte. Era a realidade. Isso lhe dava um medo imenso. E uma ansiedade ainda maior por viver. Ela sempre quis poder sentir, absorver o máximo possível de experiências e sensações.
Vezenquando sentia ainda arder suas costas [no lugar onde estiveram suas asas], "E AS VEZES, QUANDO SONHAVA, ELA SE LEMBRAVA DE COMO VOAR" (Sandman). Sorria, saudosa, e pensava que, apesar de tudo, estava feliz ali. Não podia ter escolhido um caminho melhor, embora as asas ainda fizessem falta. Ela sabia que elas sempre fariam parte dela, e que ela inteira fazia parte dessa realidade agora - mesmo que as vezes tudo se parecesse como um sonho.

[CONTINUA]

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