Ela suspirou: ai, como eu queria um cigarro.
Ele olhou triste: você tinha dito que ia parar de fumar.
- E eu vou. Eu só queria ter algo nas mãos agora.
- Você tem.
- Eu?
Ele baixou o olhar: Eu.
Ela sorriu triste mas não respondeu, embora seu pensamento fosse apenas um: mesmo que ela nunca fosse admitir, ela queria muito que ele fosse seu novo vício.
-
Sonhei com você e passei o dia todo pensando a respeito. Quis te ligar, pedir pra que viesse me fazer sorrir. Queria o seu abraço... Mas não. Desliguei o telefone antes mesmo de ouvir o sinal. Não quis dar o braço a torcer. Vou dormir sozinha, mas vou dormir. Nem me atrevo a te esperar.
Dormi pensando em você. Acordei apalpando um vazio ao meu lado na cama.
Peguei uma xícara de café e saí para fumar. Ocupei as duas mãos, mas ainda queria ter a sua mão pra segurar. E ainda fico pensando que ter um cigarro nas mãos é menos prejudicial do que ter aqui um coração. A gente nunca sabe o que fazer com um coração dado.
Lembrei do seu jeito de me olhar, como se quisesse ver através de mim, mesmo que eu não consiga enxergar nada de você. Me senti triste, mas pelo menos algumas boas lembranças me fizeram companhia.
Conclui, em meio a pensamentos confusos e tristes, que a minha tristeza é você, especialmente agora que nós dois sabemos que existia sentimentos de mais em jogo.
E agora vou ficar aqui tentando me manter longe, procurando motivos pra me decepcionar ainda mais. Mas fico sempre pensando em você. E gosto de você, mesmo que seja a última coisa que eu queira fazer.
Acordo dos meus pensamentos ao ler uma mensagem sua, e não posso evitar mais um sorriso triste ao ler suas palavras: "Sonhei com você".
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